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sábado, 18 de maio de 2013

Cinquenta tons de excitação


Eu me rendo!
Apesar do meu completo preconceito contra o livro que caiu no gosto da mulherada,
minha terapeuta - pasmem - me sugeriu ler Cinquenta Tons de Cinza.
Ela explicou que, além do teor pornográfico, a relação entre Anastasia e Grey é absurdamente envolvente e serve como inspiração para casais que não
encontram tanta sensualidade no dia a dia.
Não sei como é com vocês, mas aqui em casa, devido a anos e anos sem sexo e nos divertindo apenas com brincadeiras e masturbações,
a sexualidade nunca foi um assunto muito importante.
Erradíssimo, eu sei! Mas o que fazer se todas as nossas tentativas
terminavam em frustração?
Dá desânimo mesmo e é contra essa maré que a terapeuta quer que nademos.
Sexo é bom, gostoso e precisa ser estimulado.
Vocês já viram aqueles casais de novelas (vide Raí e Babalu, em 4 por 4 ou o recente Helô e Stênio, de Salve Jorge) que passam horas no quarto transando sem parar tomados por tesão? Não que aquilo seja o comum, mas tem que, pelo menos, servir como inspiração pra nós: sexo é parte da relação homem-mulher desde sempre e o vaginismo não pode ditar regras sobre nossos relacionamentos.

Então, é isso, estou lendo - e me derretendo com - Cinquenta Tons de Cinza.
O que tem mudado em mim? Percebo que o sexo, a sexualidade, a sensualidade e assuntos relacionados passaram a ser normais pra mim e começo a me sentir parte de um clube que, até então, eu tinha medo até de chegar perto.

Começo a me sentir mulher e isso é delicioso!
Chega de ser a garota meiguinha, ingênua e doce virgem que pode montar um unicórnio de tanta pureza no coração, quero ser feminina, me tocar, ser tocada e entender porque as pessoas gostam tanto desse prazer!

O livro é ótimo, não fica focado apenas no tema,
mas vai além e envolve do começo ao fim.
Fica a dica, vamos apimentar nossas vidas e vencer mais essa barreira!